
Contam os vodunos e Hunos que
devido as tribos litorâneas que
prestavam culto aos xwala-yun (deuses do mar) adotarem o culto a So, Agbe e
Naete foram designadas a se estabelecerem no mar junto ao grande Vodum Hun e que
a partir daí, o culto dos dois panteões se fundiram nos
cultos.
Ao nível de Brasil, por tudo que pude constatar em
minhas pesquisas, não vi muita diferença entre nosso culto e o dos
africanos. A maioria dos So que
existem no Benin existe aqui também.
Vejamos alguns Voduns e suas
características:
Kasu Kasu (cassucassu) - Guerreiro que defende as
aldeias e ou casas de santo onde é cultuado. Os inimigos têm pavor de Kasu.
Dizem que quando em luta ele cospe fogo sobre os inimigos. Quando em guerras,
Kasu coloca-se a frente da aldeia e ou casa de santo e abre seus braços criando
assim um obstáculo que impede os inimigos de atacar. A tradução de seu nome é
barreira.
Sogbo (sobo) - Vodum feminina considerada a
mãe de todos os So. Faz trovejar
para alertar os homens que os deuses julgadores e da justiça estão insatisfeitos
e que o trovejar é sinal do castigo que está por
vir.
Djakata-so (djacatásô) - Muito forte. Em sua ira arranca as árvores e as joga
sobre os inimigos e aldeias. Defende seus filhos mesmo que eles estejam errados,
só não podem errar com ele.
Hevioso (reviossô) - Seus raios rasgam os céus
acompanhados dos trovões, destruindo cidades inteiras e fulminando os inimigos.
Dizem os Hunos que é preciso oferecer sacrifícios ao deus do trovão para aplacar
sua fúria. Ele odeia ladrões e malfeitores e os mata. Quando esta, satisfeito,
Hevioso dá a chuva e o calor que tornam férteis a terra e o
homem.
Akholongbe (acrolombé) - Ataca os inimigos ou castiga
o homem enviando granizo, ë faz os rios transbordarem. É ele quem controla a
temperatura do mundo. Quando está
calmo e satisfeito, ajuda o homem dando-lhe bons movimentos
financeiros.
Ajakata (ajacatá) - O grande guardião dos céus.
Somente ele possui as chaves que permite a entrada dos homens nos céus. Quanto aborrecido envia as chuvas
torrenciais.
Gbwesu (buêssu) - É uma das mais calmas, é o
murmúrio dos trovões no horizonte.
Akele (aquêlé) - É quem puxa as águas do mar
para o céu e a transforma em chuva.
Alasan (alassam) - Talvez o mais velho de
todos. Ensinou ao homem o culto de
So.
Gbade (badé) - Jovem, guerreiro, brigão,
implicante, muito barulhento. Adora
beber e quando o faz arruma bastante confusão deixando todos atordoados. Adora
esconder as coisa (pertences) e se diverte em ver as pessoas procurando. No trovão ouve-se sua voz gritando para
que os homens consertem o que está errado.
Sua morada são os vulcões.
Adeen (adêêm) - É ela quem faz escurecer os
céus e envia os relâmpagos que fulminam.
Sua mãe Sogbo ralha com ela dizendo: - Ahunevi anabahanlan! (não mate as
pessoas).
Aden
(adêm)
- Vodum
masculino do panteão do trovão, que veste roupa branca. Dá as chuvas finas que faz as árvores
frutificarem e, em conseqüência, é
guardião das árvores frutíferas. É o mesmo Vodum Adaen conhecido no Brasil. Em
um combate, mata os inimigos pelas costas, não a traição. Todo cuidado é pouco para lidar com esse
Vodum, pois a primeira vista ele não demonstra seus desagrados.
Ahuanga (arruanga) - Vodum masculino muito
velho e grande feiticeiro do panteão do trovão, filho de Saho. Em um salto
transforma–se em fogo para proteger seus adeptos e queimar seus inimigos, depois
disso desaparece numa moringa. Tudo
que é seu é enterrado.
Auanga (auangá) - Vodum
masculino do panteão do trovão, irmão de Avehekete. Habita as lagunas marinha.
Suas águas engolem os ladrões.
São muitos os Voduns desse
panteão.
Os So ou Sobos não gostam de
malfeitores e ladrões de um modo geral eles se irritam e matam esses
elementos.
A água da chuva depositada
nos telhados é um dos seus maiores beko (becó (kisilas)). Também não gostam de
feiticeiros e bruxos e se esses se meterem com seus protegidos Ele os
fulmina.
Os akututos (eguns) não constituem um beko para esses
Voduns, mas eles também não gostam muitos dos mesmo. Quando é necessária a presença de um
deles para afastar esses espíritos, se fazem presente e com muita energia os
afugentam.
Sua principal dança é o
hundose (rundôssé
(Brasil)) e o dogbahun (dôbarrum (
África)). Pela
descrição dessa ultima, acredito que seja o mesmo hundose que conhecemos no
Brasil.
Sosiovi (sôssiôvi) é nome do chocalho de So ou
Sobo.
Sokpe (sopé) é o machado de Hevioso, feito com pedras de
raio.